Apesar dos cortes nas horas extras, trabalho dos militares não foi comprometido | Foto: 24°BPM / Divulgação / OA
Apesar dos cortes nas horas extras, trabalho dos militares não foi comprometido | Foto: 24°BPM / Divulgação / OA

Enquanto vários setores estão sendo atingidos pela crise financeira no Rio Grande do Sul, a Brigada Militar de Alvorada não chegou a ser prejudicada. Pelo menos é o que garante o comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Maurício Padilha. A não ser pela redução nas horas extras dos policiais militares, aplicada no início deste ano em todo Estado, não houve qualquer prejuízo ao trabalho desenvolvido em Alvorada.

O corte de horas, contudo, está sendo contornado com algumas adequações de horário e pessoal, explica o major. “No mais, está tudo dentro da necessidade do 24°BPM”, garante. Há combustível suficiente e viaturas em condições de uso, muitas delas novas. Também armas e coletes estão em dia, assim como a munição. “Estamos com tudo em dia”, comenta Padilha.

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Quanto ao efetivo – um dos maiores da Região Metropolitana – admite não ser o ideal, mas sim o necessário para garantir a segurança da comunidade, apesar dos dois latrocínios ocorridos esse ano, o do cobrador de ônibus na saída do trabalho e o do menino baleado quando voltava da padaria. Ele lembra que, apesar da fatalidade dos casos, os suspeitos nos dois foram identificados em seguida e as informações encaminhadas à Polícia Civil graças ao trabalho de inteligência dos agentes do 24°.

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Ainda dentro da adequação do efetivo, o major afirma que algumas mudanças ocorridas desde março, mês em que assumiu o Batalhão, fazem parte da sua maneira de trabalhar.

Entre as ações de maior repercussão está a incorporação da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) ao Pelotão de Operações Especiais (POE) e sua realocação junto à 2ª Companhia, localizada na avenida Zero Hora, no bairro Porto Verde. “Isso possibilitou que aumentássemos os índices de atendimento à comunidade em geral”, revela ao descartar a informação de que ele estaria fechando a 2ª Companhia da Brigada Militar.

Antes disso, ele lembra que fez sua primeira mudança com relação ao público interno, ou seja, aos seus soldados e demais subordinados. “Na verdade, nenhuma ação é final ou definitiva. Na área da segurança é necessário se adequar à realidade e necessidade de cada momento. Nossa missão é responder à sociedade da melhor forma possível”, avalia o major Padilha.

Fonte: O Alvoradense