Governador pediu que serviços sejam mantidos para a população | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / OA
Governador pediu que serviços sejam mantidos para a população | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / OA

Foi aprovada, em assembleia na tarde desta terça-feira (18), a greve unificada por três dias de todos os servidores do Rio Grande do Sul. Caso o salário de agosto não seja depositado até o dia 31, haverá nova greve nos dias 1ª, 2 e 3 de setembro.

Cerca de 30 mil servidores estaduais e federais se reuniram no início da tarde no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público. Por volta das 15h, eles se dirigiram até o Palário Piratini pela avenida Borges de Medeiros.

Os servidores decidiram parar as atividades por conta do parcelamento dos salários do mês de julho, anunciado pelo governo no final do mês passado, mas que foi quitado 11 dias depois. Pela manhã, outras categorias decidiram realizar paralisações nos próximos três dias: Cpers/Sindicato, Técnicos-Científicos (Sintergs) do Rio Grande do Sul e a Associação dos Fiscais Agropecuários (Afagro). 

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No início da noite o governador José Ivo Sartori afirmou que cortará o ponto dos servidores que aderirem a greve a partir de amanhã. Segundo ele, já que os salários estão em dia, não há motivo para paralisação.

“Determinei aos secretários de Estado que presença será presença e falta será falta. O ponto será controlado porque não há motivo para paralisação”, disse.

Sartori enfatizou seus esforços para manter os salários em dia e lembrou que deixou de pagar a dívida com a União para não atrasar o pagamento dos servidores. “A crise vem de longo tempo e não foi criada em sete meses e meio”, justificou. Segundo ele, não falta diálogo do governo com os servidores, “nem respeito”, completou. Sartori pediu compreensão dos manifestantes e “solidariedade de todos”.

Fonte: O Alvoradense / Com informações do Correio do Povo