Maioria dos servidores aprovaram moção de repúdio contra secretário em assembleia | Foto: Jonathas Costa / OA
Maioria dos servidores aprovaram moção de repúdio contra secretário em assembleia | Foto: Jonathas Costa / OA

Em assembleia na noite desta quinta-feira (11), os servidos públicos municipais decidiram recusar a proposta apresentada pelo governo e exigir um novo posicionamento até o dia 29 de junho. Uma nova assembleia está marcada para esta data, onde, não havendo consenso com o governo, uma greve geral pode ser deflagrada no dia seguinte (30).

Cerca de 150 servidores participaram da assembleia desta noite. Além da aprovação do pedido de um novo posicionamento do governo, a maioria dos servidores também aprovaram uma moção de repúdio contra o secretário de Administração, Ramiro Passos. O motivo foi a conversa por WhatsApp com uma dirigente sindical onde o secretário escreveu que liberaria a licença prêmio da servidora caso a proposta do governo fosse aprovada em assembleia.

Em entrevista a’O Alvoradense, Ramiro garantiu que em nenhum momento houve intenção de coagir a servidora e que a conversa era “descontraída”. Apesar disso, a direção do sindicato registrou boletim de ocorrência e deve levar o caso ao Ministério Público.

O pedido de afastamento do secretário também foi aprovado pelos servidores na assembleia. “Se ele não for afastado, o Sima passa a não reconhecer a legitimidade de Ramiro no comitê de negociação”, explica Rodinei Rosseto, presidente sindical.

A reunião teve momentos de tensão, quando alguns servidores ligados ao governo questionaram a atitude da dirigente, de ter se comunicado com o secretário via rede social e não por protocolos.

Reajuste foi o ponto de divergência
Apesar do governo ter encaminhado para o sindicato um ofício com as propostas para a negociação, diferenças entre este documento e um panfleto distribuído aos servidores pela prefeitura gerou ainda mais polêmica.

Tanto o ofício quanto o panfleto, contudo, não mencionavam proposta de reajuste dos salários. O sindicato inicialmente pediu 20% de aumento, índice que foi reduzido para 12% na última assembleia da categoria, mesmo parcelado. O governo sinalizou com a manutenção da trimestralidade e das gratificações por tempo de serviço.

Fonte: O Alvoradense