Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) definiram nessa segunda-feira (24), em assembleia, que irão iniciar a greve nesta quinta (27). A decisão ocorreu durante o encontro no inicio da tarde, na sede da Associação de Servidores do Hospital de Clinicas de Porto Alegre (HCPA). Os trabalhadores do Clínicas definiram uma pauta conjunta de reivindicações e também aprovaram o seu indicativo de greve.

Os servidores do HCPA planejam também impor um regime de paralisação desde terça-feira (25), o qual deverá vigorar até quarta-feira (26)  e visa preparar a comunidade hospitalar para uma provável greve a partir da quinta, com os trabalhadores dos hospitais do GHC.

Na prática, a proposta definida por 11 representações sindicais é restringir o atendimento apenas aos casos que envolvem risco contra a vida do paciente. O resultado da proposta, porém, é incerto. O impacto sobre a população somente será conhecido diante de uma adesão massiva.

A intenção das entidades sindicais é manter cerca de 30% da força de trabalho para assegurar as atividades indispensáveis de atenção a casos de emergência. No GHC, trabalham mais de 8 mil pessoas. Já no Clínicas, são cerca de 5 mil funcionários.

O impasse se dá, segundo o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde (Sindisaúde/RS), pela “ausência de proposta e inabilidade para negociação” por parte das administrações do GHC e do HCPA, ambos financiados pela União para prestação de serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido unificado de reajuste salarial é de 21,87%, referentes ao cálculo de recomposição para 2013/2014.

O GHC se reunirá nesta quarta com oito sindicatos para negociar e tentar evitar a greve. Conforme o gerente de Recursos Humanos, José Pedro da Luz, o acordo firmado com as diversas categorias está sendo mantido, os pagamentos estão em dia e “a média salarial dos funcionários do grupo é a maior do Rio Grande do Sul e talvez até do Brasil”.

O menor salário pago no GHC, segundo Luz, é de R$ 1,6 mil a atendente de nutrição e auxiliar-geral. Médicos ganham de R$ 13 a R$ 14 mil. De acordo com Luz, o custo à população seria muito alto no caso de uma greve. No Cristo Redentor, Fêmina, Nossa Senhora da Conceição e Criança Conceição, estão internados 1,2 mil pacientes. Por meio de sua Assessoria de Comunicação Social, o HCPA informou que não poderá se pronunciar antes de oficialmente informada.

Fonte: O Alvoradense / Com informações Correio do Povo