Grupo de cerca de 50 servidores vai dormir no prédio da Prefeitura | Foto: Jonathas Costa / OA

Após um dia de paralisação geral, em que grande parte dos servidores esteve de braços cruzados e ocupou as dependências da Prefeitura, um grupo de 50 funcionários municipais resolveu permanecer no prédio durante a noite.

O movimento deve se estender ao longo desta quinta-feira (17). Pela tarde, uma nova assembleia geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sima) está organizado para decidir o futuro da mobilização.

A principal reivindicação é o pagamento da trimestralidade, que foi suspenso pelo prefeito Professor Serginho por decreto, e melhores condições de trabalho para os servidores, principalmente na área da saúde.

Durante todo o dia Serginho ou o vice Arlindo Slayfer não apareceram na sede do Executivo, o que causou indignação na categoria. O pedido de uma reunião com representantes do governo foi negado porque deveria “ser agendado previamente”, segundo argumentou aos manifestantes o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana, Luís Carlos Silveira.

[wp-svg-icons icon=”images” wrap=”b” color=”#dd9933″] Veja as imagens do dia de paralisação e protesto em Alvorada

À tarde o presidente do Sima, Rodinei Rosseto, acompanhado da diretoria e assessoria jurídica do Sindicato, encaminhou requerimento à Câmara de Vereadores solicitando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito.

Em seguida, foi entregue no Gabinete do Prefeito documento assinado pelo presidente da Casa Legislativa, Gerson Luis, recomendando o pagamento da trimestralidade dos servidores municipais em um prazo de 72 horas. Caso contrário, o prefeito, sugere o ofício, poderá sofrer a suspensão do mandato por até 90 dias.

A Prefeitura informou que analisará o ofício da Câmara, ainda assim, indicou que não vê ilegalidade na suspensão do pagamento da trimestralidade e que a medida segue valendo.

Por volta das 18h o secretário de Administração, Ramiro Passos, pediu a desocupação do prédio da Prefeitura, mas não houve acordo.

Fonte: O Alvoradense