Grevistas rejeitaram proposta do governo e decidiram permanecer de braços cruzados | Foto: Jonathas Costa/OA
Grevistas rejeitaram proposta do governo e decidiram permanecer de braços cruzados | Foto: Jonathas Costa/OA

Após uma semana de paralisação do funcionalismo municipal de Alvorada, o comando de greve foi recebido nesta segunda-feira (12) pelo prefeito Professor Serginho e membros do primeiro escalão do governo. Durante o encontro, que durou cerca de uma hora, o clima dentro do Salão Nobre foi de tensão.

Serginho apresentou como contraproposta à lista de reivindicações dos servidores o reajuste de 12% aos celetistas, valor que seria fracionado em duas parcelas – uma neste mês e outra em janeiro de 2015 – e vale-refeição de R$ 14, com aumento da faixa de isenção de desconto do benefício para R$ 1.100.

A proposta foi apresentada pelos 10 representantes da categoria presentes no encontro em assembleia organizada instantes depois na Praça João Goulart, a 48, no Centro. Por ampla maioria, os servidores rejeitaram as condições apresentadas pelo governo e decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (Sima) considerou a proposta “tímida”, e acredita que a oferta de reajuste apenas para os celetistas não dialoga com toda a categoria.

Corte do ponto
O governo também anunciou o corte do ponto dos grevistas. A decisão gerou polêmica e, de acordo com Rosseto, deve entrar na pauta de reivindicações dos municipários a partir de agora. Em entrevista após a reunião, Serginho garantiu que age sob orientação da Procuradoria Geral do Município: “Só recebe quem trabalha”, disse. Segundo o prefeito, o corte já está valendo desde o dia 5 de março, data em que a greve foi deflagrada. 

Reunião ocorreu em clima tenso no Salão Nobre da prefeitura | Foto: Jonathas Costa/OA
Reunião ocorreu em clima tenso no Salão Nobre da prefeitura | Foto: Jonathas Costa/OA

Fonte: O Alvoradense