Brigas, chutes e socos marcaram a sessão | Foto: Reprodução / OA

A manhã foi de muita tensão na sede do poder Legislativo de Alvorada. A sessão polêmica que aprovou a reforma administrativa de Appolo foi marcada por muito tumulto, empurra empurra e brigas.

A sessão estava marcada para começar às 10h. Uma hora antes, contudo, representantes do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (Sima) foram até a Câmara para tentar convencer os vereadores a votarem contra as propostas que atingiam a categoria.

Faltando ainda 30 minutos para o início da sessão, o presidente da Casa, Darci Barth (PMDB), decidiu fechar os portões de acesso à Câmara com cadeado. Muitos servidores ficaram do lado de fora. A imprensa, secretários do governo e até mesmo quatro dos 17 vereadores também foram impedidos de entrar, Preto (PDT), Jackson do Hispital (PMDB), Arlindo Slayfer (PDT) e Zézo (PDT).

Com o clima tenso, a Brigada Militar foi acionada para mediar o conflito.

Já passava das 10h40min quando, sem avanço nas negociações e ainda com os quatro vereadores do lado de fora, começou um tumulto em frente ao portão. No empurra empurra, Arlindo Slayfer e uma mulher acabaram caindo no chão. Outras pessoas acabaram feridas sem gravidade nos braços e costas. Os portões acabaram cedendo e os servidores conseguiram subir a rampa de acesso ao plenário.

Uma hora após o horário marcado a sessão teve início, já sob gritos dos servidores que lotaram o plenário. Secretário da Mesa, Gerson Luís (PTB) começou a leitura do projeto e foi parado várias vezes pelos gritos dos manifestantes.

Quando o trecho referente ao salário dos servidores foi lido, o público tomou a área restrita aos vereadores. O clima ficou ainda mais tenso. Nem mesmo os próprios vereadores conseguiam ouvir o restante da leitura dos projetos. Gerson prosseguiu e Darci Barth comandou a votação. Várias vezes a ordem de voto era alterada, confundindo ainda mais os vereadores.

Mesmo com o tumulto generalizado, a sessão prosseguiu. Os únicos vereadores a falarem na tribuna foram Celmir Martello (DEM) e Cláudia Girelli (PTB), ambos em defesa da manutenção da trimestralidade dos servidores.

Os manifestarem avançaram e conseguiram tomar a tribuna do presidente, que suspendeu a sessão aos gritos, já sem o recurso do áudio, que foi cortado.

Ao se dirigirem para a saída do plenário, houve novo tumulto envolvendo, desta vez, o vereador Júlio Bala (PMDB) e um servidor. Os seguranças precisaram agir para separar e houve troca de socos e chutes.

Com o plenário completamente tomado, alguns vereadores deixaram o local. A sessão acabou encerrada em ata assinada pelo presidente.

Confira como foi a sessão na íntegra:

Fonte: O Alvoradense