Escola Salgado Filho está com todas as atividades paralisadas até sexta-feira | Foto: Jonathas Costa / OA

A paralisação dos professores públicos do Estado que foi deflagrada nesta quarta-feira atinge pelo menos dez escolas estudais de Alvorada. Em alguns casos, todos os funcionários não estão trabalhando.

Na escola Senador Salgado Filho, no Centro, os portões devem permanecer fechados até segunda-feira. No muro um cartaz informa da situação aos pais e alunos. O mesmo acontece nas escolas Campos Verdes, Júlio Cezar, Maurício Sirotsky Sobrinho, João Belchior Marques Goulart, Stella Maris, Nossa Senhora do Carmo, Manuel Luis de Osório e Nossa Senhora Aparecida.

No Castro, alunos até o quinto ano estão com aulas normalmente | Foto: Jonathas Costa

Já na Antônio Castro Alves os alunos até o quinto ano não estão sendo atingidos pela paralisação. Do sexto ao terceiro do ensino médio, no entanto, as aulas estão suspensas. Segundo informa a direção da escola, o cenário pode se reverter até sexta-feira.

Até o momento a única escola a não aderir a paralisação é a Érico Veríssimo.

Entenda a polêmica 

Em assembléia realizada no dia 2 de março, o Cpers rejeitou a proposta de 76,68% de reajuste até novembro de 2014 feita pelo Governo do estado. A categoria decidiu exigir o pagamento integral do piso nacional do magistério ainda em 2012. O valor, fixado pelo Ministério da Educação, é de R$ 1.451,00. A contraproposta dos professores exige reajustes de 22,41% em maio, agosto e novembro deste ano.

O Piratini descarta a possibilidade de conceder o reajuste solicitado pelo Cpers, alegando que chegou ao limite orçamentário. Além disso, o governo de Tarso Genro contesta o valor do piso nacional corrigido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Para o Piratini, o reajuste deveria ser definido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O calendário do Governo prevê um piso R$ 1.260,00 para o magistério até 2014.