Foto: Reprodução / OA

No final da tarde de terça-feira (24) a Policia Civil anunciou, durante coletiva de imprensa, a prisão temporária de 30 dias da terceira pessoa envolvida na morte de João Alberto Silveira Freitas, por seguranças do Carrefour em 19 de novembro.

Trata-se de Adriana Alves Dutra, fiscal do supermercado e moradora de Alvorada. É ela quem aparece de branco nas filmagens, ao lado dos agressores. Ela é acusada de coautoria do homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil. Ainda deve responder por uso de recurso que impossibilitou defesa e asfixia.

Conforme as investigações a Polícia Civil, foi omissa em relação à morte, pois não tentou interferir. “Ela teria o poder de comando sobre os dois seguranças. Por ter posição determinante, a lei a contempla como coautora do homicídio” afirmou Vanessa Pitrez, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Além disso, há muitas contradições entre os seus depoimentos e as gravações que circulam nas redes sociais.

Também estão detidos, desde a noite do crime, o segurança Magno Braz Borges e o PM temporário Giovane Gaspar da Silva, presos em flagrante. Ela não foi presa antes porque não foi localizada em Alvorada no final de semana, onde mora. Na delegacia afirmou que saiu de casa porque estava sendo ameaçada.

E justamente por ser moradora e eleitora alvoradense foi possível sua prisão. Conforme a lei eleitoral são proibidas detenções cinco dias antes das eleições, mas Alvorada não tem segundo turno, o que possibilitou a ação policial.