Equipe mantem rotina de treinos para continuar a boa fase | Foto Lucas Uebel / Gremio / OA

Um estádio pintado de amarelo. Era isso que esperava o Grêmio no jogo de ida pela oitavas de final da Copa Sul-Americana: a considerada maior e mais popular torcida do Equador. Pela primeira vez o time tricolor passou da primeira fase, não poderia ter um gostinho doce sem a dificuldade de um time que joga o joga da vida, como foi o caso do Barcelona de Guayaquil.

Consciente da pressão e da importância da competição Luxemburgo foi armado com 3 zagueiros, afirmando em sua coletiva pós jogo tal escolha ter sido baseada em estudo do adversário, de ver e revertapes. “O técnico tem que ter conhecimento de qualquer esquema tático e usa-lo quando achar necessário”.

No primeiro tempo um time que parecia não ter se adaptado com o novo esquema tático. O Grêmio sofreu e a parte de trás brilhou: Marcelo Grohe foi o craque da partida fazendo grandes defesas ao longo dos 90 minutos. E Werley, o zagueiro goleador, que quando tudo parecia uma grande vantagem de empate abriu o placar ao fim do primeiro tempo. Não foi um começo bonito, mas foi eficiente.

Na volta do intervalo o perigo do Barcelona parecia estar mais controlado. Até os 14 minutos quando Tony foi expulso e obrigou Luxa – prestes a retirar Anderson Pico em má atuação – a repensar o esquema tático. Se segurar. Era o que restava ao tricolor com um a menos. E foi isso que ele fez.

Com o passar arrastado do relógio, o Barcelona foi diminuindo seu ritmo. Já com Marquinhos – a última substituição –  o Grêmio finalmente parecia administrar. Foi quando novamente chegou-se aos 45 minutos. E ele brilhou novamente: após um escanteio, um desvio quase culminou em empate, mas Werley salvou em cima da linha.

Ao fim do jogo Paulo Pelaipe se disse satisfeito com o que viu: “Já sabíamos o que teríamos pela frente, vimos a equipe do Barcelona jogando aqui e não existe jogo fácil”. Inspirado pelos 50 mil torcedores canários aproveitou a oportunidade para convocar a torcida tricolor contra o Santos. “O time vem com o que tem de melhor”.

Experiente, Luxemburgo evitou comparação entre os dois campeonatos: “Nossa vitória é de um time que quer alguma coisa. É diferente do brasileiro. É mais corrido. Tem que ser macho. Mas nosso adversário foi  leal. Jogou duro mas com lealdade  nosso time tá de parabéns”.

O jogo de volta é no dia 24/10, aniversário dessa que vos fala. Se é bom ou ruim? Só esperando para ver!

Fonte: O Alvoradense