Foto: Jonathas Costa / Arquivo / OA

Com o objetivo de discutir planos de contingência e ações para um possível retorno às aulas presenciais, aconteceu na quarta-feira (22) a primeira reunião do Comitê Operacional de Emergência em Saúde na Educação/COE Municipal.

O primeiro passo é o mapeamento das instituições de ensino de Alvorada e, em seguida, identificar as características de cada uma. Para isso, a Secretaria Municipal de Educação entrrá em contato com as escolas e instituições de ensino, solicitando o quadro de caracterização (número de profissionais, crianças atendidas, faixa etária etc.), com prazo de resposta de 10 dias.

O comitê alvoradense teve sua criação publicada no Diário Oficial em 20 de julho, sendo que sua implantação, pelo Governo do Estado, aconteceu entre o final de maio e o início de junho. O principal objetivo é ordenar o retorno às aulas, debatendo e definindo medidas de combate à disseminação do novo coronavírus em instituições de ensino, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.

Repercussão

Na manhã desta sexta-feira (24), em suas redes sociais, o presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Marinho, classificou a ação do COE Municipal de tentativa de genocídio.

“Diante de mais um absurdo, venho publicamente garantir que não medirei esforços para impedir o retorno das aulas enquanto houver pandemia’, declarou o vereador, que também é professor e pai. “É desumano que a prefeitura discuta o retorno, no pico do pandemia, inclusive com prefeito internado”, concluiu.

Também o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais / SIMA é contrário à volta às aulas presencial. “Até porque 60% dos professores são de grupo de risco, sem contar no grande número de merendeiras e equipes diretivas contaminadas”, revela o presidente Rodinei Rosseto.

Rosseto aposta na cautela e no investimento nas plataformas digitais, aulas on-line, aprimorar, incentivar e auxiliar alunos que não tem acesso à Internet. Quanto à merenda escolar, sugere a distribuição em forma de ranchos para as famílias.