Foto: MP / Divulgação / OA

O Ministério Público Estadual realizou, nesta sexta-feira (11), uma operação para apurar eventual prática de rachadinha na Câmara de Vereadores e Prefeitura de Alvorada.

Conforme apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Núcleo de Inteligência do Ministério Público (Nimp) e da Promotoria de Justiça de Alvorada, pelo menos desde 2017 cada servidor dos poderes Executivo e Legislativo, tinha que devolver aos políticos parte dos salários.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro locais (residências e órgãos públicos) e apreendidos documentos, celulares, computadores e dinheiro em espécie.

Câmara

Procurado pela redação do jornal O Alvorandense, o presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Marinho (PSD), encaminhou nota oficial sobre o ocorrido:

A Câmara Municipal de Alvorada tomou conhecimento na data de hoje,11.09, de uma apuração em relação a um parlamentar realizada pelo Ministério Público e colaborou com as autoridades no cumprimento do mandado de busca e apreensão, facilitando o acesso às dependências do gabinete em questão e se colocando à disposição para auxiliar nas diligências que porventura sejam necessárias.

Cabe ressaltar que referida apuração se restringiu especificamente a um gabinete de vereador, não tendo nenhuma relação com a presidência da Câmara ou com a gestão do legislativo municipal.

Além disso, diante dessas informações a Câmara está providenciando expediente interno de averiguação para as medidas cabíveis. Assim que levantado o sigilo pelo Juiz será devidamente publicado o procedimento no âmbito do legislativo.

Alvorada, 11 de setembro de 2020.
Câmara Municipal de Alvorada