Depois de 15 dias ônibus voltaram a fazer parte da paisagem da Capital | Foto: Fernanda Leal / PMPA / Divulgação / OA
Depois de 15 dias ônibus voltaram a fazer parte da paisagem da Capital | Foto: Fernanda Leal / PMPA / Divulgação / OA

Depois de 15 dias de greve os rodoviários de Porto Alegre voltam a circular normalmente. Desde o começo da manhã desta terça-feira (11) todas as linhas estão nas ruas da Capital.

O retorno dos coletivos ocorreu depois de assembleia da categoria realizada na noite de ontem (10), no Ginásio Tesourinha, mas rejeitou a proposta elaborada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com isso, se mantém o estado de greve até o dia 17, quando o dissídio será definido pela Justiça do Trabalho.

Por pouco a chuva não atrapalhou a decisão pelo fim da greve. A falta de luz depois do temporal das 20h30, que ocasionou falta de energia no Tesourinha, impedindo que as defesas do posicionamento prosseguissem até a formação de um resultado.

O momento de decisão foi exclusivo dos rodoviários. Trabalhadores de outras categorias e sindicalistas de diversas bandeiras, além de representantes de movimentos sociais, como o Bloco de Luta, que apoiou a greve, eram convidados a esperar no lado de fora do ginásio.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Julio Gamaliel, a proposta colocada para debate não era desprezível, mas a decisão de voltar ao trabalho foi mais inteligente do que a própria decisão sobre os ganhos. Gamaliel considerou o movimento marcante e histórico.

Já o dirigente da Comissão de Negociação do Dissídio, Alceu Weber, analisou que o retorno à atividade é uma atitude madura, que demonstra boa vontade e coragem. “Vamos voltar ao serviço, mesmo sem nenhuma garantia, acreditando que a Justiça entenderá que o trabalhador teve a atitude corajosa que os patrões e o poder público não tiveram”, provocou Weber.

Multa
A vice-presidente do TRT4, desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, viu avanços importantes de ambos os lados para o final da greve. Ela disse que oportunamente se fará o debate sobre o valor das multas impostas ao sindicato, estimado em R$ 1,2 milhão. A cobrança será mantida, mas os índices poderão ser amenizados, concluiu.

Fonte: O Alvoradense / Com informações do Correio do Povo