Músico morreu de complicações depois de uma cirurgia | Foto: Diego Coiro / Ms2 Produtora / Divulgação / OA
Músico morreu de complicações depois de uma cirurgia | Foto: Diego Coiro / Ms2 Produtora / Divulgação / OA

O Carnaval de Porto Alegre perdeu, este ano, uma de suas figuras mais emblemáticas. O percussionista Giba Giba, morreu no começo da tarde de ontem (03) no Hospital de Clinicas de Porto Alegre, onde estava internado para uma cirurgia.

O musico, de 73 anos, estava hospitalizado desta o dia 20 de janeiro, para a retirada de um tumor no duodeno. O estado de saúde do musico era, desde então, considerado delicado pelos médicos. A morte foi causada por uma parada cardíaca em consequência de complicações da cirurgia.

Natural de Pelotas, Giba Giba foi um percussionista conhecido nacionalmente e considerado pela critica especializada um dos maiores expoentes na utilização da tambor Sopapo, instrumento que representa a identidade do Rio Grande do Sul

Músicas de Giba Giba já foram gravadas por artistas como Vitor Ramil e Kleiton e Kledir. É um dos fundadores e primeiro presidente da escola de samba Praiana, de Porto Alegre, nos anos 60, uma das escolas mais tradicionais do carnaval porto alegrense.

Em seu primeiro desfile, em 1961, a Praiana revolucionou o carnaval levando para a avenida (na época os desfiles ainda aconteciam na Avenida Borges de Medeiros, no Centro) cerca de 500 componentes divididos em alas temáticas. Até este desfile da Praiana as escolas de samba de Porto Alegre desfilavam com seus componentes sem divisão todos usavam roupas iguais ou muito parecidas, deixando o desfile mais parecido com o um desfile de blocos.

Giba Giba criou e participou de festivais de música, foi conselheiro de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Participou de grandes espetáculos, como “A Ópera dos Tambores” e “Missa da Terra Sem Males”.

A convite de Dom Pedro Casaldáliga e Milton Nascimento, contribuiu com a pesquisa para a Missa do Quilombo dos Palmares. Giba Giba recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor CD do Ano, em 1994, pelo disco “Outro Um”.

Fonte: O Alvoradense