Polícia Civil indicia duas pessoas pela morte de Wagner Lovato

Os dois envolvidos no crime, que permanecem presos, foram denunciados por lesão corporal seguida de morte

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Foto: Leandro Reis / PCRS / OA

Nesta quarta-feira (20), a Polícia Civil anunciou, em entrevista coletiva, que indiciou duas pessoas por lesão corporal seguida de morte no caso envolvendo a morte de Wagner de Oliveira Lovato, 40 anos, ocorrida no início de outubro, em açougue localizado na parada 46 da avenida Presidente Getúlio Vargas.

O inquérito policial foi remetido à Justiça e os responsáveis pela investigação deram detalhes sobre o caso durante a coletiva realizada no auditório do Palácio da Polícia, em Porto Alegre.

A condenação por esse tipo de crime, considerado grave no ordenamento jurídico, pode variar de quatro a 12 anos de prisão. Os dois agressores permanecem presos preventivamente e não possuem antecedentes.

Conforme a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Vanessa Pitrez, o laudo de necropsia do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que a vítima morreu após bater a cabeça no chão, depois de uma sequência de dois socos que causaram um traumatismo craniano. O indiciamento, segundo ela, considerou o fato de que os agressores não esperavam pelo “resultado morte”, ou seja, quiseram agredir a vítima, mas não previam que suas ações ocasionassem qualquer fatalidade.

Já segundo o titular da DPHPP de Alvorada, responsável pela investigação, delegado Edimar Machado de Souza, o inquérito se baseou principalmente na análise das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além, do testemunho de 13 pessoas. O delegado ainda afirmou que não havia atritos anteriores entre vítima e agressores. “Um dos agressores, inclusive, era funcionário do açougue, mas não estava trabalhando naquele momento. Já a vítima era um consumidor do local. A discussão começou depois que o agredido teria comentado sobre o preço de um dos produtos”, garante.