Segundo o ministro da Justiça, líder do grupo era de Curitiba | Foto: Marcelo Camargo / Agbr / OA

A duas semanas do início da Olimpíada do Rio, a Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta quinta-feira (21) uma operação sigilosa de combate ao terrorismo, focando pessoas supostamente ligadas ao Estado Islâmico.

Dez pessoas foram presas em dez estados diferentes. Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, esta seria a primeira célula terrorista no Brasil. Outras duas pessoas foram rastreadas. Os dados dos presos não foram divulgados, mas um deles é menor de idade e todos são de nacionalidade brasileira.

A operação começou após informações colhidas pela Abin, Polícia federal e Forças Armadas e agências de inteligência internacionais.

Moraes explicou que o grupo, que mantinha contato entre si apenas pelas redes sociais, passaram de meros “comentaristas sobre a ideologia terrorista”, para ações preparatórios de atos de terror no país.

O ministro informou ainda que o Brasil passou a ser considerado alvo de atos de terror após os supostos terroristas entenderem que com a realização das Olimpíadas o país não estaria mais neutro, já que receberá vários estrangeiros.

“Até o momento, o único contato realizado pelos presos com o Estado Islâmico foi o ‘batismo’. Apesar de nunca deixarem o país, após este juramento se iniciou o treinamento dessas pessoas em artes marciais, por exemplo. Depois disso, um deles acessou um site de compras clandestino no Paraguai para a compra de um fuzil AK47.”

O monitoramento dos suspeitos apontou que eles comemoraram os ataques em Orlando, nos Estados Unidos, e em Nice, na França, ambos de autoria do Estado Islâmico. Ainda assim, o ministro informou que a célula era desorganizada e estava em estágio inicial. “Uma célula organizada, por exemplo, jamais compraria uma arma pela Internet”, ainda assim, assegura Moraes, “não seria seguro aguardar para que eles chegassem mais perto de realizar algum ato terrorista”.

Estas foram as primeiras prisões realizadas na nova lei anti-terror. Apesar dos casos, o ministro da Justiça afirmou que mantém a “tranquilidade” de que os jogos no Rio de Janeiro vão ocorrer sem problemas de segurança. ”

Aguarde mais informações.

Fonte: O Alvoradense