Edu Dracena abriu o placar logo no primeiro tempo | Foto: Ivan Storti / Divulgação Santos FC / OA

Às vezes sobra para a arbitragem. Em outros tempos, o goleiro é que era a sina. Mas e agora, que Victor foi embora e o placar se desenha com quatro gols para o time adversário, para quem devemos apontar?
Luxemburgo arriscou bastante no jogo. Começou mandando o torcedor degustar um 3-6-1. Apenas Kleber no ataque fazendo dupla de “milagre” com Marco Antônio. Além de ficar difícil de a bola chegar até os pés do Gladiador, a ligação de trás para o meio estava precária. Sem falar da péssima defesa azul que se apresentou em campo.

O primeiro tempo começou bem equilibrado para as duas equipes, mas como bem fala aquele ditado “quem não faz, leva”, apenas o peixe de São Paulo conseguiu sair feliz daquela primeira atuação. Edu Dracena, o capitão do Santos, fez o primeiro para eles. Um gol bobo e fácil, pois, enquanto tinha apenas três jogadores do Santos no ataque, seis do Grêmio não pularam para defender aquilo que seria gol, e foi. Ainda por cima, a bola passou entre as pernas de Marcelo. Ali já sentimos que aquele dia seria de muita cobrança. Ainda com a equipe balançada, o Peixe aproveitou o bom momento. Sem chorumelas, apresentou um golaço de Felipe Anderson, deixando Marcelo Grohe sem reação alguma.

Se já não estivesse cantada a pedra na introdução, o leitor poderia pensar que parou por aí a bola na rede. Mas não. No maior clima de dois vira e quatro ganha, assim se ensaiou o resultado. Chegou o segundo tempo, e com ele Neymar e sua cabeça goleadora (mesmo não sendo o jogador mais alto do Santos). Mesmo com um clima de “já ganhou”, o quarto gol chegou numa azarada saída de Marcelo Grohe que deixou, novamente, Felipe Anderson com a entrada facilitada.

O de honra do Grêmio chegou, sim. Vilson descontou e deixou menos feia a goleada que levou fora de casa.
O Santos teve a primeira vitória no campeonato enquanto o Grêmio cai na tabela se distanciando da zona da Libertadores. A oitava rodada do brasileiro, então, terminou assim para o Tricolor. Será que depois dessa o Elano vem mesmo como moeda de troca por Miralles? Aguardemos!

 

Fonte: Laura Toscani / O Alvoradense