Servidores municipais não se sentiram satisfeitos com as propostas do governo | Foto: Jonathas Costa
Servidores municipais não se sentiram satisfeitos com as propostas do governo | Foto: Jonathas Costa / Arquivo / OA

Em assembleia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (Sima), a categoria decidiu não cruzar os braços nesta terça-feira (30). A decisão, contudo, não significa que governo e municipários estejam chegando a um acordo. Pelo contrário. Nesta terça, durante sessão na Câmara, o Sima pretende lotar as galerias para pressionar os vereadores a participarem das negociações com a Prefeitura.

A principal reivindicação do grupo, no momento, é pela apresentação de uma contra-proposta do governo. Na semana passada, a Câmara votou favorável aos projetos apresentados pelo Executivo, depois de uma reunião com a direção do sindicato. O envio dos projetos para o Legislativo sem a apreciação da proposta pela assembleia do Sima foi lida como uma atitude “arrogante” e “unilateral” da Prefeitura.

Em meio a um processo eleitoral que decidirá a nova direção do sindicato, marcado para o dia 8, os servidores tentam pressionar a prefeitura para apresentar uma proposta que contemple reajuste real para a categoria antes de abril de 2016, prazo legal para conceder qualquer benefício devido as eleições municipais.

O governo, por sua vez, sustenta que a manutenção da trimestralidade, por si só, já é um “grande avanço em tempos de crise”. Alvorada é a única cidade da região Metropolitana que ainda mantém o pagamento do benefício. O reajuste do vale-alimentação também é lido como um avanço, mesmo que a política de descontos não tenha mudado.

Sem poder criar projetos que onerem os cofres públicos, os vereadores têm poderes limitados na negociação. Há, contudo, o entendimento, por parte do sindicato, de que é preciso “documentar” a negociação e demonstrar que todas as alternativas foram tomadas antes de uma decisão mais dura dos servidores.

Fonte: O Alvoradense