Categoria revindica contra aumentos do plano de saúde, falta de pessoal e melhores condições de trabalho | Foto: Trensurb / Divulgação / OA

Apesar de a greve dos metroviários ter entrado no quarto dia seguido, alguns usuários da Trensurb foram surpreendidos nesta segunda-feira com a informação de que os trens circulariam na região Metropolitana apenas até 8h30 e que o serviço só será retomado às 17h30.

Houve correria para garantir um lugar nos últimos vagões que partiram nesta manhã.

Já os desavisados tiveram que correr atrás de uma alternativa de transporte. Em razão de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a operação fica garantida nos horários considerados de pico: das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 20h30.

O motivo da paralisação foi o reajuste do Plano de Saúde dos funcionários da Trensurb, fixado em 45%. Nos últimos cinco anos, o aumento foi de 156%. Os trabalhadores consideram o percentual abusivo.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô), Luis Henrique Chagas, afirmou que a empresa não tem sido flexível.

Disse também que, há dois anos, o sindicato pressiona a Trensurb para que negocie o valor do aumento do plano de saúde.

A categoria dos metroviários reivindica também melhores condições de trabalho e contratação de pessoal. Enquanto isso, a direção da Trensurb considera a decisão de paralisar os serviços “extemporânea e abusiva”. A alegação é que o reajuste do plano extrapola as relações de trabalho.

Por enquanto, não foi definida nova data para a assembleia dos trabalhadores, o que pode fazer com que a greve continue nos próximos dias.

Fonte: Correio do Povo