Três homicídios e um homem baleado são registrados em poucos dias em Alvorada

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Imagem gerada por inteligência artificial

Quatro ocorrências violentas mobilizaram a polícia no município em cinco dias. O período registrou três assassinatos e um homem ferido após um ataque a tiros. A Polícia Civil analisa se os casos podem estar relacionados à disputa entre grupos criminosos que atuam na cidade, que teriam domínio de grande parte dos pontos de tráfico. Até a publicação desta reportagem, não havia suspeitos presos.

O episódio mais recente ocorreu no fim da noite de sábado, no bairro Stella Maris. Ricardo Barcellos Cardoso, de 23 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo na rua Sebastião Leão. Ele chegou a ser levado para atendimento no Hospital Cristo Redentor, na zona Norte de Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos. A suspeita é de que dois homens em uma motocicleta tenham realizado o ataque.

Outro caso ocorreu na madrugada de sexta-feira, por volta da 1h15, também no bairro Stella Maris. Um homem de 37 anos foi abordado em frente a um mercado, na esquina das ruas Joana D’arc e São Leopoldo. Ocupantes de um sedã, vestindo roupas semelhantes a uniformes policiais, obrigaram a vítima a entrar no carro em uma tentativa de sequestro.

Ele conseguiu fugir correndo, mas foi atingido por dois disparos no braço esquerdo. Ferido, buscou abrigo em uma residência na rua Himalaia e sobreviveu.
Na madrugada de quinta-feira, outro jovem foi morto na cidade. João Vitor Machado Pereira, de 23 anos, foi baleado na avenida Beira Mar, no bairro Umbu. Após o crime, os suspeitos fugiram em um automóvel.

O primeiro registro ocorreu na madrugada de quarta-feira, novamente no bairro Stella Maris. Gabriel Vivian Cavalheiro, de 24 anos, foi atingido por tiros na rua Nossa Senhora da Conceição e morreu no local. Informações iniciais indicam que o autor estava em um carro de cor escura.

Segundo a Polícia Civil, todos os ataques foram realizados com pistolas calibre 9 milímetros, armamento de uso restrito. Entre as vítimas fatais, apenas João Vitor Machado Pereira não possuía antecedentes criminais. Os casos são investigados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os responsáveis e esclarecer se há ligação entre os crimes.