Sartori superou Tarso Genro e conquistou 61,21% dos votos válidos | Foto: Luiz Chaves / Divulgação

A pós 12 anos, o PMDB volta a vencer uma eleição para governador do Estado. A vitória foi confirmada na tarde de domingo, dia 26, quando a apuração de urnas atingia 86,79%. José Ivo Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul, já se consolidava na frente com 61,23% dos votos válidos e não podia ser mais alcançado pelo atual governador e candidato à reeleição Tarso Genro (PT), que somou 38,79%.

Com 100% da apuração, Sartori fechou com 3.859.611 votos (61,21% válidos) contra 2.445.664 (38,79%) do petista.

O retorno do partido ao Piratini ocorre novamente com um político vindo da Serra e mais uma vez enfrentando o PT. Em 2002, Germano Rigotto venceu Olívio Dutra, que buscava a reeleição.

Desta vez, Sartori, que lembrou a candidatura de Rigotto, pois tal como o colega de partido, esteve desde o início da disputa estacionado na terceira posição, crescendo decisivamente nos últimos dias de campanha no primeiro turno, acabou vencendo com 40,40% contra 32, 57% de Tarso Genro.

Neste segundo turno, Sartori apareceu com larga vantagem desde as primeiras pesquisas, o que foi confirmado neste domingo. Após uma polêmica sobre cancelamento de debates na primeira semana da campanha do segundo turno, ele adotou uma postura de evitar confrontos com Tarso Genro nos encontros com o candidato petista. Sartori ainda baseou sua estratégia em projetar o futuro de sua administração evitando as comparações os ex-governadores do PMDB Antônio Britto e Germano Rigotto.

Natural de Farroupilha, na Serra gaúcha, Sartori é formado em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). O novo governador começou a carreira política em 1976, como vereador em Caxias do Sul.

Em 1982 foi eleito deputado estadual pela primeira vez, cargo que ocupou por outros quatro mandatos consecutivos. Em 2002, elegeu-se para a Câmara Federal. Dois anos depois venceu a disputa para a prefeitura de Caxias do Sul, com vitória no segundo turno e, em 2008, foi reeleito.

Fonte: Correio do Povo