Os professores estão sendo convocados pelo Cpers-Sindicato para fecharem escolas e lotarem as galerias da Assembleia Legislativa, na terça-feira, dia 20. O objetivo é evitar a votação da proposta do governo de reajuste da categoria.

Na tarde de ontem o Piratini propôs antecipar a parcela de novembro para setembro, referente a reposição de 23,5% oferecida. O reajuste é parte da reposição maior, de 76%, divididos em sete parcelas, até 2014, quando um servidor de escola poderá ganhar R$ 1.260. Mas os professores rejeitam essa reposição, pois, querem o piso nacional do magistério, que é de R$ 1.451.

20 mil alunos sem aulas em Alvorada

Escola Salgado Filho teve todas as atividades paralisadas durante três dias | Foto: Jonathas Costa / OA

A paralisação dos professores públicos do Estado que foi deflagrada na quarta-feira atingiu doze escolas estudais de Alvorada. Em alguns casos, todos os funcionários não trabalharam.

Na escola Senador Salgado Filho, no Centro, os portões devem permanecer fechados até segunda-feira. No muro um cartaz informava da situação aos pais e alunos ao longo da quarta-feira. O mesmo aconteceu nas escolas Campos Verdes, Júlio Cezar, Maurício Sirotsky Sobrinho, João Belchior Marques Goulart, Stella Maris, Érico Veríssimo, Nossa Senhora do Carmo, Manuel Luis de Osório e Nossa Senhora Aparecida.

Já na Antônio Castro Alves os alunos até o quinto ano não foram atingidos pela paralisação. Do sexto ao terceiro do ensino médio, no entanto, as aulas foram suspensas.

Os professores da escola estadual Érico Veríssimo também decidiram participar da paralisação nacional do Cpers. Ainda na manhã da quarta a posição da diretoria era de manter as aulas até o final desta semana. No entanto, em reunião com os professores por volta das 10 horas, o posicionamento foi modificado.

 

Fonte: O Alvoradense