Excesso de peso pode causar dores e problemas posturais nas crianças | Foto: Divulgação / OA
Excesso de peso pode causar dores e problemas posturais nas crianças | Foto: Divulgação / OA

Na hora de comprar o material escolar muitos pais não dão a devida atenção  para um dos itens mais importantes da lista: a mochila. Com o peso, muitas vezes excessivo, devido à quantidade de livros que materiais, as mochilas precisam ser adequadas para distribuit o peso e não prejudicar a postura dos estudantes.  É preciso ficar atento para que os jovens não carreguem mais peso do que o recomendado.

De acordo com a Academia Americana de Pediatria o ideal é que a mochila tenha entre 10% e 20 % do peso corporal do estudante. Há instituições que defendem que este percentual não deve passar de 15%.

Conforme o ortopedista Carlos Santini o uso de mochilas com peso excessivo, especialmente se carregadas de forma incorreta, pode provocar dores musculares além de, no uso prolongado, causar problemas posturais.

“Se for carregada de forma inadequada, apenas de um dos lados do corpo, vai provocar contração da musculatura do lado oposto e a criança pode ter dor muscular”,  completou.

Ao escolher a mochila, é importante que ela seja leve. Quando estiver vazia não deve pesar mais de meio quilo. O ideal, segundo os médicos, é que seja de duas tiras, pois as de tira única não distribuem o peso uniformemente, o que pode causar problemas posturais.

O estudante deve tensionar as tiras para que a mochila fique bem junto ao corpo e aproximadamente a cinco centímetros acima da linha da cintura.

As alças devem ser acolchoadas, reguláveis e com largura mínima de quatro centímetros na altura dos ombros. Tiras estreitas podem causar compressão nos ombros e restringir a circulação. É interessante também concentrar os objetos mais pesados no centro da mochila e mais próximos das costas. As orientações foram elaboradas pelo Proteste e pela Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica.

Rodinhas como alternativa para distribuir o peso
As mochilas com rodinhas podem ser uma alternativa para o excesso de peso. A Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica alerta, no entanto, que é preciso ter cuidado com a alça do carrinho que deve estar a uma altura apropriada. As costas devem estar retas ao puxá-la. Esse tipo de mochila, porém, enfrenta resistência dos adolescentes.

Além de mochilas adequadas, o diálogo entre pais e escola é considerado fundamental para equacionar o problema do excesso de peso que os alunos carregam. Algumas instituições têm adotado medidas que reduzem a quantidade diária de material que precisam levar.

O ortopedista Cláudio Santili também alerta os pais para conferir periodicamente as pastas escolares a fim de evitar que os filhos carreguem objetos desnecessários. “A criança também precisa ser fiscalizada. Muitas vezes, ela tem na mochila coisas que não precisam ser levadas à escola, como joguinho para brincar, o que aumenta o peso”, disse.

As discussões em torno do excesso de peso das mochilas de crianças e adolescentes resultaram em um projeto de lei, aprovado em novembro do ano passado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que determina que as mochilas devem ter, no máximo, 15% do peso do estudante.

O projeto também obriga as escolas a ter armários para os estudantes guardarem material. O texto, no entanto, não prevê nenhum tipo de fiscalização, nem sanções para quem descumprir a norma. O projeto ainda precisa retornar à Câmara dos Deputados.

Fonte: O Alvoradense