Falta de movimento no centro começou a afetar as vendas no comércio da Capital | Foto: Marcelo Matusiak / Divulgação / OA
Falta de movimento no centro começou a afetar as vendas no comércio da Capital | Foto: Marcelo Matusiak / Divulgação / OA

A greve dos rodoviários já completa três dias e começa a afetar outros setores da economia de Porto Alegre. Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS estima que o comércio da Capital  tenha, pelo menos, 25% das vendas comprometidas no período.

Apesar do Sindicato dos Rodoviários informar que a atual paralisação do transporte afeta, diariamente, cerca de um milhão de passageiros, o efeito indireto é ainda maior.

A falta de transporte público nessa semana fez com que várias pessoas optassem por ir de carro para o trabalho e outros compromissos, gerando grandes congestionamentos na capital gaúcha. A medida encontrada pela população para não perder seus compromissos reduz o número de pessoas a pé e, consequentemente, o movimento nas lojas.

“Quando as pessoas escolhem usar os carros, elas deixam de circular nas ruas, o que afeta o movimento das lojas. O calor na cidade já inibia alguns clientes, mas a greve intensifica essa situação” ressalta o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

Além do menor número de clientes, a falta de ônibus também afetou o funcionamento de alguns estabelecimentos. Por falta de funcionários, que não conseguem chegar ao trabalho sem o transporte, alguns comerciantes não abriram as portas.

A  alternativa encontrada por alguns comerciantes do centro é garantir o pagamento de passagens de lotação, corridas de taxi ou estacionamentos para os funcionários. Alguns lojistas, na tarde de ontem, chegaram a marda buscar funcionários de outras filiais, que moram em cidades da Região Metropolitana, para não serem obrigados a fechar as portas por falta de pessoal.

Fonte: O Alvoradense