Após a denúncia da Fegam MP quer reavaliar as obras de contrapartidas que o empreendimento fará para reduzir o impacto ambiental Arte: Jonathas Costa / OA

O Ministério Público do Rio Grande do Sul está coletando dados preliminares sobre o projeto de construção do Praça Alvorada Shopping Center, na divisa com Porto Alegre, para verificar se há indícios de irregularidades relacionadas às questões urbanísticas.

Para a Federação Gaúcha das Associações de Moradores (Fegam-RS), o empreendimento ficará localizado muito próximo ao Arroio Feijó, o que poderia trazer grande impacto à qualidade de vida dos moradores da região. “Por isso a preocupação com a contrapartida para essas populações que sofrerão o impacto do investimento”, destacou o presidente da Federação, Wilson Valério Lopes.

O promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo de Porto Alegre Luciano de Faria Brasil recebeu representantes da Prefeitura de Porto Alegre e da Fegam-RS, além do vereador Comasseto, para uma reunião, na semana passada.
Conforme Luciano Brasil, a promotoria está coletando dados nos dois municípios envolvidos no empreendimento. Na ocasião, foi determinada a realização de levantamento fotográfico de identificação dos locais e, após, serão solicitadas novas informações às Prefeituras.

Prefeito, vereadores e empresários acusam interesse político
Após o portal de notícias d’O Alvoradense revelar que o Ministério Público está analisando possíveis irregularidades no projeto do futuro shopping, entidades do Município manifestaram indignação com a abertura do processo de investigação.

Segundo o prefeito Carlos Brum, tanto ele quanto a secretária de Planejamento Urbanístico e Habitação, Solange Pereira, não foram convidados ou informados do encontro na sede do MP.

A Câmara de Vereadores chegou a divulgar nota onde afirma que “estranha que a Associação Gaúcha das Associações de Moradores não tem auxiliado na busca de recursos para o desenvolvimento da cidade, e neste momento parece estar defendendo os interesses do comércio de Porto Alegre”.

O empresário Valdir Silveira também rechaçou as informações divulgadas e questionou a atitude das entidades. “Estou estranhando muito a atitude da União de Associações de Moradores de Alvorada (Uama) e do vereador do PT em serem contra a instalação do shopping, pois Alvorada tem soberania e capacidade para suportar um projeto como esse. Talvez seja uma questão política”, avaliou.

Para Brum, “o empreendimento vai valorizar a área, criar empregos, aumentar o recolhimento de impostos para o Município, melhorar a estrutura do local, garantir o respeito ao meio ambiente e contribuir para a elevação da autoestima dos alvoradenses, e, consequentemente, das suas condições de vida”.

Fonte: O Alvoradense